Mudanças no Simples Nacional para 2018

A partir de 1º de janeiro de 2018, o Simples Nacional ou Supersimples vai passar por algumas mudanças que impactam os negócios cadastrados. Essa alteração aconteceu para minimizar o tratamento diferenciado e favorecido apenas à outras que não às microempresas e empresas de pequeno porte.

Segundo o Sebrae, atualmente cerca de 12 milhões de empresas fazem parte do Supersimples. Só no próximo ano, mais de 820 mil Micro e Pequenas Empresas (MPE) e 513 mil Microempreendedores Individuais (MEI) serão impactados pelas novas mudanças do Simples Nacional. Veja aqui as principais características mudaram para 2018.

Novos limites de faturamento

O aumento no teto de faturamento de R$3,6 milhões para R$4,8 milhões por ano tem duas vantagens: possibilita que quem já faz parte do Simples possa faturar mais sem medo de ser desenquadrado, e permite que empresas que faturam mais de R$3,6 milhões mas menos que R$4,8 milhões e até hoje eram obrigadas a optar por outro regime tributário possam aderir ao Supersimples.

Para o MEI, o novo teto de faturamento vai até R$ 81.000 por ano ou proporcional (nos casos de abertura de empresa), diferente do limite de R$ 60.000 anterior, o que permite que mais empresários consigam realizar suas atividades por esse meio.

Novas alíquotas e anexos

Originalmente criado com seis grupos de atividade e com alíquotas de impostos distintas de acordo com as faixas de faturamento, o novo simples vai contar com apenas cinco grupos. Algumas atividades, como empresas de tecnologia, serviços médicos, arquitetos e design terão a carga tributária reduzida.

Além disso, será estabelecida uma nova relação entre folha de pagamento e faturamento, relativa aos últimos 12 meses. Na prática, se a folha de pagamento for maior ou igual a 28% do faturamento, a empresa será encaixada no novo anexo III e terá alíquota inicial de 6%.

Novas atividades

A partir de 2018, micro e pequenos produtores e atacadistas de bebidas alcoólicas (cervejarias, vinícolas, licores e destilarias) poderão optar pelo Simples Nacional, desde que inscritos no Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento. Um benefício para um mercado local que cresce a cada ano.

Mais fiscalização

Com tudo isso, é preciso que empresários fiquem atentos: a fiscalização deve aumentar. O novo Simples permite a troca de informações entre a Receita Federal, Estadual e Prefeituras, assim, qualquer desencontro de dados acende um alerta e as chances de fiscalização crescem.

Por isso, mantenha suas obrigações com o governo em dia e fique atento para que as movimentações financeiras estejam corretas, principalmente nas operações na conta corrente da empresa e vendas nos cartões de crédito e débito.

 

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