capital de giro

Capital de giro: o que é isso e como manter o seu?

Ao criar um negócio, existem dois tipos de investimentos principais: os investimentos fixos e os recursos de início de operação. Os investimentos fixos são necessários para montar o negócio, como projetos, obras, equipamentos, móveis, utensílios e todos os demais desembolsos necessários à instalação do negócio.

Já os recursos necessários para o início da operação são os valores que irão cobrir as despesas iniciais, antes da obtenção das primeiras receitas. Esta disponibilidade financeira inicial é utilizada para adquirir o estoque de matéria-prima e produtos acabados, salários e todas as outras despesas operacionais da empresa por algum tempo.

Qual é esse tempo? A projeção de caixa futuro, previsão de entradas e saídas ao longo do tempo, é que vai mostrar como se comportam o saldo de caixa com o passar dos meses. Além disso, vai indicar o aporte financeiro necessário para suprir os déficits dos meses iniciais que se soma aos investimentos fixos para compor o investimento inicial do negócio.

Essas necessidades não cessam com o tempo, continuam ao longo da vida da empresa para continuidade da operação. Será sempre necessário estoque de matéria-prima, produtos processados, peças de reposição, suprir defasagens de entrada e saída de caixa em determinados períodos, pagar fornecedores. Por isso as reservas fazem parte do investimento inicial na montagem do plano de negócio.

Esta parte do investimento que se guarda em caixa para suprir as necessidades de despesa operacionais chama-se capital de giro.

O que é capital de giro?

Capital de giro é a reserva financeira prevista no investimento inicial para suprir as necessidades operacionais do dia a dia da empresa, por um determinado período de tempo, na forma de um fundo premente.

No caso das microempresas, é importante que o empreendedor preveja o montante de dois a três meses do total do custo operacional mensal para suprir o capital de giro.

Algumas decisões do empreendedor pressionam de forma direta, para mais ou para menos, a necessidade de capital de giro. Os recursos mobilizados em capital de giro acarretam em custos, afetando de forma direta a rentabilidade do negócio.

Por isso, o empresário, no processo de tomada de decisão, no dia a dia da operação, estará sempre submetido a assumir maior ou menor risco, enfrentar a dualidade das faltas e sobras e trabalhar com maior ou menor capital.

Os componentes do capital de giro precisam ser monitorados, avaliados e reavaliados o tempo todo. Aqui estão alguns deles:

1. Estoque para produção

A empresa precisa estabelecer padrões de estoque em função das reais necessidades de matéria-prima, embalagens, insumos de qualquer natureza, dentre outros.

2. Estoque de produto acabado

As exigências do mercado consumidor ditam as necessidades de estoque para o atendimento. Minimizar esse estoque, balanceando as exigências do mercado da entrega rápida e com a mobilização em capital de giro é sempre um desafio.

3. Contas a receber

A política de vendas a prazo, pagamentos parcelados e outras contas a receber fazem grande pressão no capital de giro. Financiar o cliente significa mais necessidade de capital.

4. Empréstimos bancários

O equilíbrio da estruturação do capital de giro vindo de recursos próprios versus recursos de terceiros precisa ser estabelecido em função da realidade da empresa. O uso de empréstimos bancários e outras fontes de recursos terceiros gera riscos.

5. Retirada dos sócios

É preciso lembrar que todos os recursos sacados pelos sócios, seja na forma de pró-labore ou lucro, podem fazer falta e reduzem a disponibilidade de capital de giro. Por isso é preciso ser feito de forma equilibrada.

6. Despesas fixas

Procure sincronizar as datas de pagamento de despesas regulares aos períodos de maior entrada de recursos na empresa, para reduzir a pressão sobre a necessidade de capital de giro.

7. Pagamento a fornecedores

Da mesma forma que você financia o cliente ao vender com recebimento parcelado, pode obter financiamentos negociando suas compras com fornecedores. O ideal é que você consiga financiamentos equivalentes entre fornecedores e clientes.

8. Impostos

Procure um bom contador, pois a definição dos tributos a serem pagos podem trazer reduções efetivas nas despesas. É muito comum que, por falta de informação, micro e pequenas empresas incorram em taxas e impostos que não precisam pagar.

9. Salários

A elevação de benefícios indiretos, premiação por produtividade e participação em resultados acarretam redução dos encargos indiretos, gerando redução de custos com pessoal e menores exigências com capital de giro.

10. Investimentos fixos

Todo investimento fixo para comprar ou trocar um equipamento, imóvel, obra, precisa ser precedido de estudo de viabilidade que apresente certeza do retorno. Dinheiro que sai e não traz retorno representa mais necessidade de capital de giro.

Os recursos que formam o capital de giro são um dos fatores mais importantes para o sucesso do negócio. Fique atento aos seus para manter seu caixa no positivo sempre.

 

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